^Saturday, March 24, 2007^
O momento é Deles. Não pertence a mais ninguém. É como se tivessem trancado a porta do mundo conosco lá dentro e virassem as costas para irem ser felizes. Fomos todos proíbidos de participar daquela felicidade.
Sentado à sombra, Ele contempla-a como se nenhuma outra existisse. Os olhos perdidos naqueles movimentos calmos e serenos, naquela pele que subtilmente O chama, mas que também O repele para não estragar o momento.
Não nos diz respeito. Eles não falam, não ouvem, sentem a felicidade no pequeno recanto. Ela não lhe diz nada, só olha. Nem pensa. Só sente. Ele não ouve. Só sente.Não pensa.
Não estao apaixonados. Nunca estiveram. Não se amam. Não vivem. Limitam-se apenas a existir.
Porquê o pensar? Porquê o dever de sonhar? Afinal o que busca o ser humano? A felicidade...!? Talvez. Mas, se Eles só sentem e existem e são felizes para que nos serve o pensamento, a dura e trágica consciencia que destroi momentos prazerosos? Eu consigo responder!Vou responder. Serve para eu registar este momento, o momento que só a Eles diz respeito, para que um dia, quando Eles despertarem do seu belo momento, e com ele deixem irremediavelmente de serem felizes, possam ler e perceber que por 1 momento que seja das suas vidas foram genuinamente felizes.
Acordaram, Ele já começou a sentir o desprezo do mundo, Ela a frizea da realidade. Agora o Mundo não quer que Eles voltem, sente inveja da ousadia de desapareceram para serem felizes. Alega egoísmo. Mas eu insisto. É inveja. O Mundo não tem mais remédio. Foi sepultado há muito. Com Ele estão as almas que por ele vagueiam procurando a saída, dizem, a tal Felicidade. Eles acharam, fugiram do mundo.
Mas de que é feita a alma, se não do mesmo que o Mundo? Eles pertencem ao mundo. São prisioneiros necessários. Quem do Mundo nasce, a ele pertence. Não extiste outra saída, outra solução.
Eles começaram a recentir. Não foi saudade do Mundo. Nunca! Foi necessidade. Não basta ao ser humano existir -como eles existiram- não basta sentir -como eles sentiram- não basta olhas -como eles olharam. O Homem tem de se perpétuar, tem de querer ser imortal e para isso tem de falar -como eles não falaram- tem de ouvir -como eles não ouviram- tem de pensar -como eles não pensaram.
Só se alcança a imortalidade no Mundo, fora dele tornamo-nos seres dependentes do nada, do vazio, contentamo-nos com o olhar vago. Igual ao daquele que A contemplava.
written by Tyxa
- 20 anos - portugal - angolana - 85,1% pura - estuda - na faculdade.
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